Thomas C. Chady

Thomas C. Chady, C.S.C.

O meu Superior Provincial no Texas (EUA), Ir. João Batista, disse-me, em 1956, que eu não seria transferido para o Brasil até a conclusão do mestrado em Matemática na Universidade de Notre Dame. Formei-me lá em 1960, junto com o General Dwight Eisenhower, ex-presidente dos Estados Unidos, e o Giovanni Cardinal Montini, o futuro Paulo VI – eles de graça com doutorados de honoris causa. Eu tinha, então, 26 anos.

Esperei até o fim daquele mesmo ano para os Irmãos chefes tratarem do meu passaporte, do visto brasileiro e das inoculações obrigatórias. Naquela época eles faziam tudo para o pessoal mais jovem. Através deles enviei, antes de viajar, um baú e malas de roupas, ferramentas diversas, material didático e livros. E finalmente eles me entregaram uma passagem pela Varig, de Chicago para o Brasil.

Aterrisei em Santarém, no Pará, no fim de janeiro, para então descobrir que os Irmãos chefes, na América, não estavam na “mesma página”. Eu deveria ter ido para Campinas, em São Paulo, mas a passagem era para as margens do Rio Amazonas...

Passei três semanas em Santarém estudando português com alunos do Colégio Dom Amando, até que o superior conseguiu emprestar algum dinheiro dos Franciscanos para que eu pudesse comprar uma passagem de avião até Campinas.

Leia também